
A GABRIEL
- Grupo de Atuação
Brasileiro para Realização
de transplantes Infantis
e Estudos do tubo neuraL,
é uma organização não governamental, com sede na cidade de Indaiatuba,
São Paulo - Brasil, que atua desde 1999 no incentivo à
doação de órgãos e tecidos através
da conscientização e informação da população
e profissionais de saúde.
A GABRIEL também
tem por objetivo esclarecer e informar os benefícios do Ácido
Fólico (vitamina B-9) na prevenção dos Defeitos
do Tubo Neural – DTN e outras malformações congênitas
que afetam mulheres em idade reprodutiva.
Acreditamos, portanto, que o acesso à informação
é a principal ferramenta para a mudança de conceitos equivocados
aliados ao desconhecimento sobre assuntos que afetam a saúde
e comprometem a qualidade de vida do ser humano.
Declarada de Utilidade Pública Municipal conforme Lei nº. 5098 de 14 de maio de 2007
Maria Inês Toledo de Azevedo Carvalho - Presidente
Valdir de Carvalho - Diretor Executivo
Dr. Túlio José Tomass do Couto - Presidente do Conselho Consultivo
Gizele Thame - Membro do Conselho Consultivo,
Izaltino Correia de Toledo
Neto - 1º. Secretário
Débora de Azevedo Carvalho - Presidente do Conselho Fiscal
Maria Elídia Andrade Picarelli - 1ª Conselheira Fiscal
Márcia Rodrigues Tavares - 2ª Conselheira Fiscal
A GABRIEL
nasceu da tentativa de doação de órgãos
de Gabrielle de Azevedo Carvalho, que nasceu acometida de um quadro
de anencefalia (ausência de cérebro), no dia 24 de maio
de 1998.
No terceiro mês de gravidez, o casal Maria Inês e Valdir,
ambos com 40 anos na ocasião, constataram através de exames
pré-natais, que o bebê que estavam esperando era anencéfalo.
Essa era a 2ª ocorrência, pois 10 anos antes já haviam
perdido outra filha com a mesma malformação. Optaram então
por manter a gestação até o final e após
o nascimento de Gabrielle e seu inevitável falecimento, efetuar
a doação de seus órgãos, na tentativa de
ajudar crianças que aguardam um transplante.
No entanto, a doação foi rejeitada pela Central de Transplantes,
alegando-se que essas crianças não poderiam ser doadoras,
pois não tinham como receber o diagnóstico de morte encefálica,
por não possuírem "cérebro". A lei no.
9.434 que regulamenta a doação de órgãos
no Brasil, não prevê esses casos.
A partir daí o casal se engajou na luta pela normatização
das doações de órgãos de bebês nascidos
com anencefalia. Ao tomar conhecimento da situação dos
transplantes no país, ampliaram a atuação ao incentivo
irrestrito de doação de órgãos e tecidos.
Paralelamente, o casal pela primeira vez tomou conhecimento sobre a
prevenção dos casos de anencefalia e demais defeitos do
tubo neural, através da ingestão na pré-concepção
do folato ou ácido fólico.
Esse procedimento pode reduzir em até 80% o risco de uma gestação
com esse tipo de malformação. Dados mostram que em cada
800 crianças nascidas no Brasil, uma é portadora de Defeito
do Tubo Neural. Essa informação tão preciosa e
que não havia chegado até o casal a tempo de que tivessem
procurado orientação médica para suprir tal deficiência,
tentando evitar assim a reincidência dessa malformação,
passou a ser também, objeto de luta para sua divulgação.
Atualmente no Brasil, de acordo com a portaria GM/MS n.º 487, de
02 de março de 2007, ficou concluído que: “A retirada
de órgãos e/ou tecidos de neonato anencéfalo para
fins de transplante ou tratamento deverá ser precedida de diagnóstico
de parada cardíaca irreversível”.
Apesar de finalmente uma legislação específica
reconhecer o neonato anencéfalo como um potencial doador de órgãos,
ainda existem muitas dificuldades para realização do procedimento,
pois o critério adotado tem inviabilizado e/ou impossibilitado
a doação e o transplantes para esses casos. Por isso nossa
luta ainda não terminou. Podemos dizer que o país está
iniciando uma nova fase de discussões sobre o assunto. Há
ainda muito trabalho para que, no Brasil, ainda possa existir uma normatização
mais ampla para estes casos, como já aconteceu em vários
países desenvolvidos do mundo, onde o assunto também já
foi exaustivamente discutido. Esta é uma discussão que
deve ser desenvolvida junto a Sociedade Brasileira, em todos os níveis.
Não podemos e não devemos jamais esquecer da vida que
foi gerada com amor durante meses, e que não terá chances
de sobrevida fora do ventre de sua mãe, e da criança ou
bebê que aguarda enferma na fila de transplantes por um órgão,
onde às vezes, somente esse ato, poderá garantir-lhe uma
chance à vida.
Missão
Nossa missão é levar ao conhecimento da população em geral, informações que esclareçam sobre saúde e cidadania, contribuindo para a preservação da vida.
Objetivo
Nosso objetivo é esclarecer a população: