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Portaria do Ministério da Saúde regulamenta a doação de órgãos de bebês anencéfalos

No dia 05 de março de 2007, foi publicado no Diário Oficial da União, portaria sob no. GM MS 487 do dia 02 de março de 2007 que dispõe sobre a remoção de órgãos e/ou tecidos de neonato anencéfalo para fins de transplante ou tratamento.

Após discussão, ficou estabelecido no Art. 1º, que a retirada de órgãos e/ou tecidos de neonato anencéfalo para fins de transplante ou tratamento deverá ser precedida de diagnóstico de parada cardíaca irreversível.

Para ler o texto completo da Portaria, clique aqui

Consideramos esse um importante passo, pois, finalmente regulamenta-se a doação de órgãos de bebês nascidos com anencefalia. Se o critério adotado será viável ou não para ajudar na diminuição da fila de crianças em espera por um transplante, só o tempo irá dizer.

No entanto, é necessário que os Hospitais e equipes de Obstetrícia estejam cientes de tal Portaria, para que, quando ocorram esses casos, a família possa ser abordada e informada sobre essa possibilidade.

Por isso cabe a todos envolvidos com a área de Saúde, estarem atentos e se sensibilizarem com a causa, pois são esses profissionais o elo principal entre doador e receptor.

No Brasil estima-se que a cada 800 nascimentos ocorridos, um seja portador de Defeito do Tubo Neural, porém existem poucos estudos específicos à respeito.

Em 2003, foi publicado no Jornal de Pediatria artigo sobre pesquisa realizada pelo Hospital das Clínicas da UFMG onde se pode observar a grande incidência de anencéfalos nascidos durante o período estudado.

Para ter acesso a esse estudo, clique aqui.

No entanto, a discussão deve continuar para avaliarmos o modelo adotado em face do que é atualmente feito em outros países, sem nunca se perder o foco da dignidade e ética pela vida humana.

Finalmente, o importante é que a partir da publicação da Portaria iniciamos uma nova fase para a realização de transplantes infantis. Vamos esperar que esse procedimento seja incorporado à realidade dos Hospitais e que as crianças em fila de espera por transplante possam ser beneficiadas com isso.


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