DEFINIÇÃO DA PESQUISA
A doação de órgãos é um tema muito polêmico. Muitos
defendem seus pontos de vista, uns apoiando, outros condenando, mas
o consenso é que a doação de órgãos possui o potencial de salvar muitas
vidas. O medo das pessoas aliado com o preconceito e a falta de informação
faz que as pessoas evitem até de comentar o assunto. Foi verificado
que em Indaiatuba não existe doação de órgãos, e descobrir os motivos
pelos quais isto acontece é o foco desta pesquisa
OBJETIVO PRIMÁRIO
Através
da pesquisa, visamos verificar se a cidade de Indaiatuba apresenta
resistência quanto à doação de órgãos, e quais os fatores que afetam
seu julgamento.
OBJETIVOS SECUNDÁRIOS
Identificar
o nível social dos moradores de Indaiatuba;
Identificar
os motivos que levariam as pessoas a doarem órgãos;
Identificar
quais os fatores que inibem a doação de órgãos;
Identificar
qual o grau de informação das pessoas sobre a doação de órgãos;
METODOLOGIA
Método
quantitativo.
TAMANHO DA AMOSTRAGEM
1290
pessoas.
PÚBLICO-ALVO PRINCIPAL
Homens
e mulheres a partir de 15 anos em Indaiatuba.
RELATÓRIO DA PESQUISA
“DOAÇÃO
DE ÓRGÃOS EM INDAIATUBA”
Cliente:Professor
Virgílio
Objeto da pesquisa: A doação de órgãos em Indaiatuba
Atendimento:
Turma do 8o
termo do curso de Administração de Empresas
Período
da pesquisa:
Setembro de 2006
Foram
entrevistadas 1290 pessoas de Indaiatuba para identificarmos a opinião
dos cidadãos Indaiatubanos sobre a doação de órgãos.
Antes
da identificação da opinião, levantamos o perfil dos entrevistados.
Do
total de entrevistados, 684 são homens, o que corresponde a 53% do
universo amostral, e 606 são mulheres, o que corresponde a 47% dos
entrevistados, todos com idade a partir de 15 anos.

Identificamos
que 33% dos entrevistados pertencem à classe C, 29% à classe B2, 16%
à classe B1 e 4% à classe A2.
Vale
a pena citar que 18% dos entrevistados moram no bairro Morada do Sol,
enquanto 6% moram no bairro Cidade Nova e 6% no bairro Centro. Os
demais estão espalhados pela cidade.


VOCÊ ACREDITA QUE A DOAÇÃO DE ÓRGÃOS PODE SALVAR VIDAS?
Quanto
à opinião dos entrevistados a respeito de doações de órgãos, verificamos
que 89% deles acreditam que a doação de órgãos pode ajudar a salvar
vidas, enquanto apenas 7% acreditam que não. O restante não soube
responder.

NA SUA OPINIÃO, POR QUE AS PESSOAS MOSTRAM TANTA RESISTÊNCIA QUANTO À DOAÇÃO DE ÓRGÃOS?
A
respeito da opinião sobre o porquê da resistência quanto à doação
de órgãos, 39% dos entrevistados dizem que seria o medo de negligência
no atendimento (falta de ética nos hospitais), enquanto 34% afirmam
que seria não possuir conhecimentos suficientes sobre o assunto. 16%
acreditam que sejam crenças religiosas e pessoais. Egoísmo é o motivo
que 8% dos entrevistados apontaram enquanto apenas 3% não souberam
responder.

VOCÊ ACREDITA QUE DENTRO DOS HOSPITAIS POSSA OCORRER
A VENDA DE ÓRGÃOS?
Foi
perguntado aos entrevistados se eles acreditam que possa existir a
venda de órgãos nos hospitais, e o resultado segue no gráfico abaixo:

VOCÊ CONFIARIA
NA INFRA-ESTRUTURA HOSPITALAR DE INDAIATUBA PARA A DOAÇÃO OU RECEPÇÃO
DE UM ÓRGÃO?
Quanto
à infra-estrutura dos hospitais de Indaiatuba, 43% dos entrevistados
não confiariam nela para a doação ou recepção de órgãos, enquanto
29% confiariam e 26% não saberiam responder.

OPINIE SOBRE A INCLUSÃO DA OPÇÃO EM DOCUMENTOS
A
respeito da inclusão da opção de doação de órgãos na carteira de identidade
ou carteira de habilitação, 68% mostram-se a favor, 26% contra enquanto
5% não saberiam responder.

CONHECIMENTO DOS PROCEDIMENTOS PARA TORNAR-SE
UM DOADOR DE ÓRGÃOS
Foi
verificado que 53% dos entrevistados não saberiam como proceder para
serem doadores de órgãos, enquanto 39% afirmam saber como, e apenas
8% não souberam responder.
Quanto
à aprovação da família dos entrevistados a respeito da doação de órgãos,
foi verificado que as famílias de 58% dos entrevistados são a favor
da doação de órgãos, contra 16% que são contra e 22% que não souberam
responder.



OPÇÃO DE DOAÇÃO EM VIDA, NO CASO DE COMPATIBILIDADE
61%
dos entrevistados sabem que para constatar a morte cerebral, é necessária
uma série de exames e uma vez constatada, não há a esperança de sobrevida.
93% das pessoas abordadas sabem que milhares de pessoas morrem todos
os dias na fila de espera por um órgão, e 84% dos entrevistados sabem
que órgãos como rim e fígado podem ser doados em vida, mas apenas
57% efetivamente doariam órgãos em vida.

OPÇÃO EM CASO DE VOTAÇÃO SOBRE A OBRIGATORIEDADE
DA DOAÇÃO DE ÓRGÃOS APÓS A MORTE
Menos
da metade dos entrevistados votaria a favor da obrigatoriedade da
doação de órgãos após a morte:

CIRCUNSTÂNCIAS NAS QUAIS DOARIA ÓRGÃOS
Entre
as circunstâncias nas quais os entrevistados doariam órgãos, 39% afirmaram
que doariam para qualquer pessoa e 38% doariam para parentes. Apenas
5% afirmaram que não doariam órgãos.

VOCÊ ACREDITA QUE INDAIATUBA POSSA SER UM EXEMPLO
PARA OUTRAS CIDADES QUANTO À DOAÇÃO DE ÓRGÃOS?
Finalmente,
foi perguntado aos entrevistados se eles achavam que Indaiatuba poderia
ser um exemplo para outras cidades no que diz respeito à doação de
órgãos. Apenas 10% acreditam totalmente na afirmação, e mais da metade
não acredita ou não soube responder.

CONCLUSÃO
Os moradores da cidade de Indaiatuba ainda demonstram muito desconhecimento
do assunto doação de órgãos. Ainda existe muito medo de falta de ética
médica, e da falta de infra-estrutura nos hospitais. Porém, os dados
obtidos indicam que existe a vontade de ajudar ao próximo. 58% dos entrevistados
possuem famílias que são favoráveis à doação de órgãos, e 57% das pessoas
abordadas doariam órgãos em caso de compatibilidade.
Como
72% dos entrevistados estão nas classes sociais B2 e C, comprova-se
a solidariedade da classe média baixa, mas a falta de informação impossibilita
o crescimento do número de doadores, especialmente o de doadores em
vida, mesmo 93% das pessoas abordadas sabendo que milhares de pessoas
morrem na fila de espera por órgãos. Verificou-se também que as pessoas
não sentem segurança em seu sistema hospitalar. 43% das pessoas abordadas
não confiam na infra-estrutura para doação de órgãos nos hospitais indaiatubanos.
Concluímos
que é fundamental uma campanha de conscientização e de informação sobre
a doação de órgãos, bem como um trabalho junto aos hospitais de Indaiatuba
visando aumentar a confiança da população em sua estrutura. Esta soma
de ações traria não apenas benefícios quanto ao número de doadores,
mas também na reputação da cidade junto às demais da Região Metropolitana
de Campinas, pois até agora só 10% dos entrevistados acredita em Indaiatuba
como um exemplo.