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| Indaiatuba entra para o cenário nacional como município engajado com a causa da Doação de Órgãos e Tecidos |
| O ABTO News, informativo oficial da Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos, publicou em sua Edição Especial o resultado da VIII Campanha Nacional de Doação de Órgãos e Tecidos realizada em setembro de 2006 em todo território nacional. Pela primeira vez, Indaiatuba participou dessa iniciativa, através da ação conjunta da GABRIEL, Prefeitura Municipal, Secretaria Municipal de Saúde, Câmara Municipal, Hospitais locais além dos parceiros e empresários locais que apoiaram e tornaram possível a realização desse importante evento. |


| Editorial ABTO News |
| Mais uma campanha exemplar e um convite à luta |
| Henry de Holanda Campos(*) e Maria Cristina Ribeiro de Castro (**)
As matérias que ilustram este numero da ABTO News demonstram o sucesso alcançado pela VIII Campanha Nacional de Doação de Órgãos e Tecidos e testemunham o empenho com que as coordenações regionais e equipes de transplante abraçam essa iniciativa da ABTO, que já se tornou um marco no calendário do País. Dos diversos relatos de experiências aqui expostas deduz-se também que a sociedade recebe com simpatia a mensagem da doação e que, uma vez esclarecida sob a carência de doadores e sobre a transparência do processo de doação, mostra-se receptiva e expressa a sua solidariedade. Não se pode deixar de lamentar, no entanto, o vazio criado pela ausência de esforço governamental na formulação de uma política permanente. Campanhas isoladas provocam apenas respostas espasmódicas, diante de uma situação de gravidade, um problema de saúde dos mais graves. O baixíssimo desempenho nacional na efetivação de doadores reflete uma carência que tem entre suas raízes, inércia e falta de controle sobre a execução de políticas públicas em lei e muitas vezes já regulamentada em decretos e portarias. Há que reconhecer-se o esforço desprendido pelo Ministério da Saúde na manutenção do programa nacional de transplantes, o maior do mundo em termos de financiamento público, e justamente em defesa desse patrimônio da sociedade brasileira, constituído pelo Sistema Único de Saúde, o SUS, é que devemos lutar para que os transplantes, cujos números encontram-se estagnados há três anos, voltem a crescer. E, para que esse crescimento ocorra, impõe-se ao aumento do número de doadores efetivos, onde a informação e o apelo permanente à sociedade, são de fundamental importância, juntamente com outras medidas. Trata-se de uma situação de escassez frente a um potencial de opulência. No dia em que no Brasil houvermos alcançado indicadores justos de efetivação de doações, poderemos também encarar o crescimento das listas de espera como majoritariamente decorrente de um crescimento da demanda. Raciocínio impensável diante de nossos atuais indicadores. A comunidade de transplantes tem dado repetidas demonstrações de luta pelo desenvolvimento dos transplantes no país e mostra-se disposta a abraçar esse desafio juntamente com o Ministério da Saúde. O SUS tem se mostrado capaz de vencer desafios maiores e, em nome de seus princípios fundamentais - universalidade de cobertura, igualdade de acesso, e integralidade da assistência, é que se impõe uma estratégia articulada para superação desse desafio gigantesco, que se mantém excluídos milhares de brasileiros.
(*) Editor do ABTO News e Membro do Conselho Consultivo da ABTO (**) Presidenta da ABTO |