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Campinas ganha mais 2 opções para transplante.
Fonte - Delma Medeiros / Agência Anhangüera

As milhares de pessoas que aguardam na fila por um transplante de rim na região têm uma boa notícia. Mais dois hospitais de Campinas foram autorizados pelo Ministério da Saúde a realizar transplantes de rins: o Hospital e Maternidade Celso Pierro, da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC), que poderá fazer o procedimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e convênios, e o Hospital Vera Cruz, para realizá-los pelos planos privados de saúde. Até então, na região, somente o Hospital de Clínicas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) era credenciado para transplantes de rins pelo SUS. O Celso Pierro tem capacidade para executar um transplante intervivos por semana, e outros de doadores cadáveres, quando houver doação do órgão.

"Esta é uma ótima notícia. Um ganho importante para a região, por abrir uma nova perspectiva aos pacientes com dificuldade de acesso ao atendimento", avalia o coordenador em exercício da Organização de Procura de Órgãos (OPO) da Unicamp, Luiz Antônio Sardinha. Segundo o médico, quanto mais equipes de transplantadores, maior a conscientização sobre captação e doação de órgãos. "Toda unidade que faz transplante também investe mais nas campanhas de doação e isso beneficia toda a sociedade." Para Sardinha, a médio e longo prazos, a equipe insere a idéia de doação na comunidade acadêmica e sociedade em geral, aumentando doação, captação e volume de transplantes.

Na lista única da Central Estadual de Transplantes, 9.112 pessoas esperam por um transplante de rim. Desse total, cerca de 8% morrem na espera, que pode levar até 5 anos. Até julho deste ano, foram realizados 399 desses procedimentos no Estado, sendo que 45 transplantes ocorreram no HC da Unicamp. A estimativa é de que só em Campinas existam 800 pacientes em diálise - procedimento em que uma máquina substitui a função renal -, número que pode chegar a 1,3 mil pacientes considerando a Região Metropolitana de Campinas.

A responsável pelo transplante do Celso Pierro, Soraia Rambalducci Marchi Rocha, explica que o hospital está estruturado e com duas equipes profissionais prontas a atender as demandas decorrentes do procedimento. "Estamos aguardando apenas a conclusão da negociação com a Secretaria de Saúde", afirma. Segundo Soraia, a Unidade de Nefrologia do hospital atende 110 pacientes renais crônicos em hemodiálise e diálise peritoneal, dos quais 80 têm indicação para transplante. "Estamos hoje com 30 a 35 pacientes em preparo para transplante de doador vivo e outros 40 já inscritos à espera de doador cadáver", diz.


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